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Julgamento



Apontar o dedo é fácil... mas é importante perceber que quando se aponta um dedo a alguém, temos 3 apontados para nós... para a nossa pessoa, para o nosso Ser... para a nossa Criança interior...

O Julgamento, a critica, o achar que os outros deviam fazer as coisas de outra forma... é na minha humilde opinião, para o Ser humano, algo realmente desafiante para se conseguir libertar a 100%... e só quando isso acontece, se consegue aceitar o outra de uma forma incondicional.

É fácil perceber isto num simples exercício... Experimenta estares, só e simplesmente, num sitio publico onde passam muitas pessoas... e observa as pessoas que passam... e principalmente observa o que surge na tua mente... observa os teus pensamentos, as tuas reacções e até as tuas emoções.

Será que surgem pensamentos como "Que roupa é aquela?; Que corte de cabelo tão estranho; E que gordo(a); E que magro(a)", entre muitos outros pensamentos... Ao fazeres este exercício poderás perceber que os pensamentos surgem sem controlo... mas poderás perceber também, que depois deles surgirem, tu podes controlar e decidir alimentar ou não... ai tens todo o poder e quanto mais controlares e não alimentares, mais vais reparar que eles surgem involuntariamente em menor quantidade e aos pouco vais libertando este "Apontar o dedo" aos outros.


O Julgamento é algo muito falado... Mas, será que quem critica o facto dos outros julgarem, não está também a julgar?


Quem somos nós, para acharmos que o que nós achamos é que é correcto? Quem somos nós, para julgar o comportamento de alguém que não afecte o bem-estar de nenhum Ser.


Será que alguém tem o "direito" de julgar a atitude de qualquer outra pessoa só por achar que é incorrecto?


Será que quem julga é 100% perfeito ao ponto de não fazer nada menos correcto ou que não seja bem aceite pelos outros?


Ou será que o julgamento é inconscientemente uma forma de alimentarmos o nosso Ego e acharmos que somos melhores que os outros... que somos superiores porque fazemos determinada coisa que os outros não fazem?

Se for esta a situação, ao julgarmos, nem que seja durante um segundo sentimo-nos melhor, superiores, mais fortes, mais capazes e até com a auto-estima no auge.


Também muitas vezes, o julgamento está associado a emoções, principalmente quando temos determinada pessoa em consideração e ela tem determinado comportamento que nós criticamos, que achamos que é incorrecto e que julgamos e como tal ficamos desapontados, tristes, magoados, desiludidos...

Será que por algo que a pessoa faça e que não se concorde temos realmente a necessidade de criarmos emoções negativas no nosso corpo que nos irão de certa forma prejudicar, principalmente quando não é nada que interfira directamente connosco?


O julgamento não acontece só para com os outros... mas também muito para connosco próprios e tanto um como o outro, são necessários serem eliminados ou pelo menos diminuir a frequência...

Para com os outros, podemos dizer o que não gostamos, podemos até mostrar outras hipóteses, podemos sugerir outras formas... mas aceitando caso a pessoa não concorde com a nossa forma de ver as coisas... pois a nossa verdade não é absoluta.

Para connosco, podemos sim, analisar e perceber que fizemos algo que podemos melhorar... mas não com emoções de tristeza, magoa, desilusão, raiva ou com qualquer outra energia de deitar a baixo e sim, como sugestão de melhoria, com emoções de amor, compreensão, aceitação... e aceitando que estamos cá para aprender... que estamos cá para melhorar a cada dia... que estamos cá para ultrapassar cada vez melhor os nossos desafios.


Ninguém é perfeito e ninguém tem que esperar que o outro tenha este ou aquele comportamento... Mas acontece... somos humanos... não somos perfeitos, mas temos sim, que aprender a lidar com a situação... pois nunca haverá uma pessoa que em toda a tua vida consiga fazer tudo que tu concordes sempre e que não aches que tu farias diferente...


E há que lembrar também, que só quando se passa realmente pela situação é que se sabe como reagimos... pois quando se está de fora é muito fácil criticar, julgar e aconselhar... mas vivendo a experiência... muitas vezes as coisas mudam e certamente já te aconteceu algo que achavas que nunca irias fazer e um dia... aconteceu... e não te podes massacrar por isso... mas sim, perceber o que te levou a esse comportamento e aprenderes algo para na próxima conseguires fazer diferente.


Hoje este meu texto tem como objectivo uma reflexão... até para mim própria, pois sou exactamente como tu... e por isso, ter deixado tantas perguntas ao longo do texto. Espero que te ajude a teres principalmente contigo um comportamento mais compreensivo e de aceitação e para com os outros também e que antes de julgares principalmente em publico, fala com a pessoa e percebe o que levou a pessoa a agir da forma como agiu...


Desejo-te tudo de magnífico... Dora Alcaria


P.S. O texto está escrito de acordo com o antigo acordo ortográfico.

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